A falta de unidade percebida na Renovação Carismática Católica (RCC) no Brasil é frequentemente apontada como reflexo de desafios internos de organização, formação de lideranças e adaptação à estrutura paroquial, e não necessariamente uma ruptura doutrinária. Embora seja considerada uma "corrente de graça" para toda a Igreja, a RCC enfrenta dificuldades em harmonizar seus diversos grupos com as diretrizes diocesanas.
- Problemas com Lideranças e Formação: A falta de formação adequada de líderes e a presença de lideranças que, por vezes, carecem de vivência comunitária ou agem sem discernimento, geram conflitos e "brigas" internas, afastando membros e causando desunião.
- Grupos que fogem da "Essência" da RCC: Relatos indicam que grupos de oração, ao não seguirem as orientações do conselho diocesano, estadual ou nacional, acabam se isolando e perdendo a coesão com o movimento global da RCC.
- Conflitos com a Paróquia (Pároco): A resistência de alguns párocos à RCC muitas vezes advém de experiências negativas passadas ou pela falta de obediência do grupo à pastoral paroquial. Quando as atividades do grupo de oração se sobrepõem às prioridades da paróquia, cria-se uma divisão interna.
- Diversidade dentro da "Corrente de Graça": A RCC não é uma estrutura hierárquica única como uma ordem religiosa, mas uma corrente de graça com muitas comunidades, novas comunidades (como Shalom, Canção Nova) e grupos de oração paroquiais, o que naturalmente gera diferentes expressões e, por vezes, falta de alinhamento entre elas.
- Individualismo: O desafio da secularização e do individualismo na sociedade moderna também afeta o movimento, tornando difícil a coesão e o compromisso fraterno, o que é fundamental para a unidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário