Pesquisa aponta menor taxa de desemprego no Recife desde 1997
Grande Recife aponta índice melhor do que outras capitais do país. Renda do trabalhador também cresceu segundo a pesquisa da Condepe.
A Região Metropolitana do Recife registrou a menor taxa de desemprego
desde 1997 de acordo com os resultados da Pesquisa de Emprego e
Desemprego realizada pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas
de Pernambuco (Condepe/Fidem), em parceria com o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a
Fundação Seade. Os números, que foram divulgados nesta terça-feira (31),
apontam uma taxa de 13,5% no número de desempregados na capital
pernambucana em 2011, apresentando um aumento de 6% no nível de
ocupação. A redução do número no Recife foi superior à de cidades como
Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São
Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).
“Os resultados dão confiança de que isso é uma melhoria que vai
continuar acontecendo. Há pouco tempo, Recife era a campeã do
desemprego; hoje, é a campeã da taxa de queda de desemprego. A taxa, que
era de 16,2% em 2010; passa para 13,5%. Um melhoria igual à Belo
Horizonte e melhor do que todas as outras seis capitais pesquisadas”,
disse Antônio Carlos Maranhão, secretário de trabalho, qualificação de
empreendedorismo de Pernambuco.
O rendimento dos ocupados na RMR também apontou crescimento, com uma
taxa de 6,7%. O percentual foi maior do que os índices de todas as
capitais pesquisadas. Entre outubro e novembro de 2011, houve
crescimento no rendimento dos ocupados (1,0%), assalariados (0,9%) e
autônomos (6,0%). Os valores são de, respectivamente, R$ 1.050, R$ 1.162
e R$ 745. Dentre os principais setores de atividade econômica
analisados, a RMR se destacou na criação de postos de trabalho na
construção civil, com crescimento de 21,6%, no comércio (7,4%) e
serviços (5,7%).
“Apesar de o desemprego estar caindo, o emprego está se tornando mais
difícil. Cada vez mais, as empresas buscam trabalhadores com ensino
médio concluído. Em 2003, 38% dos empregos da RMR eram ocupados por
pessoas que não tinham ensino fundamental. Isso caiu pra 25%. Enquanto
isso, quem tem ensino médio, que ocupava 44,9% das vagas em 2003, passou
a ocupar 59%”, contou Antônio Carlos Maranhão.
Os índices positivos para o Grande Recife não ficaram restritos ao
acumulado do ano. Na comparação de dezembro de 2011 com dezembro de
2010, a capital pernambucana também apresentou o maior nível de ocupação
entre as regiões metropolitanas pesquisadas. A RMR apresentou 5,5% de
crescimento, seguido de Brasília (3,9%), Belo Horizonte (2,6%), São
Paulo (1,1%), Porto alegre (0,3%), Fortaleza (0,3%) e Salvador (-0,8%).
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