O jornal “El Pais”, considerado o mais importante da Espanha, declarou,
textualmente, em uma de suas edições, que a presidente Dilma Rousseff
“é quem manda no Brasil”. O diário ibérico contesta, também, na mesma
matéria, versão divulgada, anteriormente, em vários órgãos de
comunicação, que a sua administração seria fruto da condição de
“criatura” do ex-presidente Lula.
Na prática, tal previsão vem se
revelando imprecisa, pois os exemplos sucessivos do seu poder de
decisão repetem-se com frequência. Na terça-feira, a presidente retirou
do ministro de esportes, Orlando Silva, as atribuições de ser o
interlocutor do Governo sobre as negociações da Copa do Mundo de 2014 e
na tramitação da Lei Geral da Copa no Congresso.
Não se trata de
um pré-julgamento desfavorável ao auxiliar de confiança, no momento em
que ele é objeto de acusação (sem provas) de ter cometido
irregularidades funcionais à frente daquele ministério. Em complemento, a
presidente adotou uma medida cautelar, ao designar a ministra-chefe da
Casa Civil, Gleise Hoffmann, para exercer as referidas funções. .
Diga-se,
de passagem, que o ministro abandonou uma postura defensiva ao depor
para os parlamentares, terça-feira, partindo para a ofensiva, saindo-se
bem das denúncias que lhes foram assacadas, conforme avaliação feita por
vários parlamentares, tanto oposicionistas como situacionistas.
Mas,
a essência da questão que ora abordamos não se localiza no depoimento
do ministro Orlando Silva, mas na rapidez da decisão adotada pela
presidente Dilma Rousseff, que sugere a interpretação de estar disposta a
não contemporizar com quaisquer atos (supostos ou não) de corrupção que
venham a macular o governo e a sua condição de presidente da República.
Mais
ainda, nesse recente episódio não é improvável admitir da presidente um
afastamento tático da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), leia-se
Ricardo Teixeira, quando ela conseguiu convencer o ex-craque Pelé a
assumir o papel de embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo, o
que reduzirá a importância do presidente da CBF na competição. Tal
decisão reafirma a personalidade forte e afirmativa da presidente Dilma
Rousseff, revelando, mais uma vez, estar preparada para exercer
plenamente suas funções, livre de tutelas de quaisquer natureza.
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