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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Casal é agredido ao usar Uber em BH

Marcos Telles foi agredido por três taxistas. Foto: Facebook/Reprodução
Marcos Telles foi agredido por três taxistas. Foto: Facebook/Reprodução
A disputa entre taxistas e motoristas do aplicativo Uber continua. O músico Marcel Telles e a jornalista Luciana Machado foram cercados e xingados quando pegavam um carro do serviço. O caso de agressão aconteceu no fim da noite de sexta-feira na Avenida Alberto Cintra, Região Leste de BH. 

Segundo depoimento da jornalista publicado no Facebook, o casal e o motorista foram ameaçados por três taxistas. Marcel tentou argumentar com eles, mas foi agredido. Em seu perfil na rede social, o músico compartilhou dois vídeos mostrando marcas no corpo e relatou o acontecimento. Luciana também desabafou em sua página e escreveu que essa é a segunda vez que passam pela situação. "Na primeira vez, eu e Marcel estávamos em frente ao hotel Ouro Minas aguardando o Uber. Quando ele chegou, um taxista parou na frente dele, tentando impedir que saíssemos com o carro. Reclamamos, indignados, e conseguimos ir embora. Na última vez foi muito pior", disse.
 
De acordo com o relato da jornalista, a polícia passou próximo ao local no momento e os taxistas foram embora. "Ingenuamente e muito nervosa, eu só fiz um pedido aos policiais militares que ali chegaram: por favor, nos ajude a sair daqui com segurança. Os militares nem sequer pararam o carro, desceram ou registraram o ocorrido", escreveu. 

Em uma das postagens de Marcel, um taxista respondeu de maneira agressiva. No texto, o homem critica o transporte que ele chama de clandestino e afirma que "isso é apenas o começo". O Uber enviou a Marcel um pedido de desculpas pelo acontecido. "Estamos certos do que a voz de milhares de cidadãos será ouvida. Por enquanto, continuamos a trabalhar duramente e com muito entusiasmo para melhorar nosso atendimento cada vez mais", diz o comunicado. 

Neste domingo, por telefone, o presidente do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (Sincavir), Ricardo Faeda, disse ao em.com.br que assim que se inteirasse do caso se pronunciaria por meio de nota. O posicionamento deve ser divulgado na segunda-feira. 

Por meio de nota, o Uber classificou como "inaceitável o uso de violência para tolher o direito de escolha do cidadão". A empresa ainda "reafirma que oferece por meio de seus parceiros uma nova modalidade de transporte urbano que complementa a rede pública de transporte. Acreditamos que ideias são à prova de violência e que o cidadão precisa ter garantido seu direito de escolha no Brasil".

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