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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Guerra santa, ou guerra inócua

 Tem a Igreja Católica o direito de abrir guerra contra a Igreja Universal do Reino de Deus e outras organizações religiosas e financeiras, mas apenas se for no plano teológico. Levar o conflito para o processo eleitoral terá sido um pouco demais, em especial quando D. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, determinou que nas missas de domingo, em todas as igrejas da cidade, os padres se posicionassem contra a candidatura de Celso Russomano a prefeito.

Houve tempo em que a Igreja Católica atuava em todas as eleições, recomendando e vetando candidaturas aos fiéis, pretensamente quando estivessem em desacordo com a doutrina do Vaticano. Os anos passaram e já não há mais listas dirigidas ao eleitorado. Passou a época em que candidatos desquitados e casados de novo não podiam ser votados, sob pena do fogo eterno para seus eleitores. Não deixa de ser estranha, assim, a intervenção do prelado.
 Escrito por Magno Martins, às 02h00

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