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sábado, 7 de julho de 2012

Na política e no esporte: a exploração internacional da mulher


Novo capítulo da exploração da mulher estrangeira na Europa. Flávia Massoli foi vítima de assédio moral e sexual na Espanha, onde morou de 2004 a 2010. Trabalhando no Hotel das Arts, em Barcelona, a relações-públicas brasileira conheceu Joan Laporta, presidente do poderoso time catalão e amigo de Ricardo Teixeira. Contratada para organizar visitas ao clube, foi seduzida por juras de amor, viagens e joias. A relação acabou em 2009, quando o cartola levou cartão vermelho da esposa, Constanza Etcheverria. Laporta deixou o Barça. Já Flávia, trocada por uma marroquina de 20 anos, acabou demitida. “Vivi um conta de fadas às avessas.”
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De volta ao Brasil, em 2010, com a gata Tainá, a cachorra Magy “e mais nada”, a tocantinense trabalhou na reeleição do senador João Ribeiro (PR-TO). “Ele me deu R$ 1,5 mil para eu alugar um carro e me prometeu um emprego no DNIT.” Quatro meses depois foi demitida “porque a mulher dele soube do caso Laporta.” O mesmo ocorreu no Corinthians, numa contratação e demissão relâmpago. Flávia quer contar em um livro o que viveu na Espanha. Até lá, ganha a vida como garçonete em Brasília. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pode denunciar o Barcelona a uma corte europeia de Justiça, se quiser – assim como Maria da Penha levou à OEA a violência que sofreu.

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