Demóstenes
Torres entrou no plenário do Senado ontem sorrindo para todos,
cumprimentou os colegas, apertou a mão de do relator de seu processo de
cassação, Humberto Costa, e de seu antigo aliado nas lutas contra
corrupção, Pedro Taques. Demóstenes ficou no plenário por 20 minutos e,
seguido por uma multidão de jornalistas, retornou a seu gabinete. Quem
vê o senador acha que nada aconteceu ou está acontecendo com ele. Deve
estar usando seus agora famosos dotes de ator também nesse retorno ao
Congresso.
Já
na terça-feira, seguindo a liturgia da crise, Demóstenes foi ao Senado,
registrou presença no plenário e refugiou-se no gabinete. Com a lista
de integrantes do Conselho de Ética sobre a mesa, Demóstenes passou boa
parte do dia disparando telefonemas aos senadores que terão a missão de
julgá-lo. Com quem conseguiu falar, o goiano se colocou à disposição
para esclarecer dúvidas e fazer pessoalmente sua defesa antecipada sobre
suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Apesar de todo o
desvelo, nenhum senador deu conversa para Demóstenes.
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