Recife é a quarta capital do Nordeste com refeição mais cara, diz pesquisa
Na capital pernambucana, uma pessoa gasta em média R$ 27 por prato. Região Nordeste lidera o ranking das mais caras; Sul é onde se paga menos.
Almoçar em um restaurante no Nordeste está 15,79 % mais caro, segundo
dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, divulgada na
última sexta-feira (27). A região passou a ocupar a liderança nesse
ranking. Entre as capitais nordestinas, o Recife está na quarta posição,
fazendo com que uma pessoa gaste, em média, quase R$ 27 por um prato,
com bebida e sobremesa. Esses valores são calculados a partir do índice
de preço médio de refeição, porque com tanta variedade e opções de
lugares, também é possível encontrar preços mais acessíveis.
De acordo com a pesquisa, no ano passado, um almoço com prato
principal, bebida, sobremesa e cafezinho custava, em média, na Região
Nordeste, R$ 25,35. Atualmente, o preço é de R$ 29,35, enquanto no
Brasil a média é de R$ 27,46. O Nordeste, que já teve uma das refeições
mais baratas, é agora a mais cara do país. Em segundo está a Região
Sudeste. O lugar onde as pessoas gastam menos para almoçar fora de casa é
a Região Sul.
No Nordeste, a capital mais cara é São Luís, no Maranhão, onde o preço
médio chega a R$ 36,21 centavos. Em seguida, vem a capital baiana,
Salvador, com R$ 29,26. Em terceiro lugar, está Natal, no Rio Grande do
Norte, com custo de R$ 29,87, ainda segundo a pesquisa .
Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), no
Recife, que ocupa a quarta posição no ranking com média do prato a R$
26,73, o preço é razoável e está dentro do esperado, levando-se em conta
o custo de vida na cidade. “Acho que é um preço bastante competitivo,
bem razoável para a realidade que a gente tem. Nós temos um polo
gastronômico muito farto, muito grande e variado”, afirmou o diretor
executivo da Abrasel, Walter Jarocki.
Considerada polo gastronômico, a capital pernambucana possui
restaurantes de diferentes estilos e valores. “Nós temos preços e
situações diversas e esse preço deveria ser maior em função da carga
tributária e dos insumos que o setor sofre”, acrescenta Jarocki.
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