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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sport preocupado com a arbitragem

Clube espera que Gutemberg de Paula Fonseca não complique o clássico de amanhã

José Aécio Filho lembrou polêmicas de jogos recentes apitados pelo carioca
José Aécio Filho lembrou polêmicas de jogos recentes apitados pelo carioca
Ressabiada pelos acontecimentos do último sábado, quando supostos torcedores depredaram ônibus e provocaram momentos de tensão nas dependências da Ilha do Retiro, a diretoria do Sport resolveu fazer um alerta às vésperas do Clássico dos Clássicos válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, amanhã, nos Aflitos. A cúpula leonina pede que o árbitro escalado para o confronto - Gutemberg de Paula Fonseca (FIFA/RJ) - conduza o jogo dentro da normalidade, já que qualquer descuido poderá provocar uma reação negativa, dentro do estádio e fora dele. A principal ressalva dos dirigentes é quanto a algumas atuações recentes do árbitro. Dentre os exemplos citados pelo diretor de futebol leonino, José Aécio Filho, estão os jogos Náutico 0x0 Portuguesa, disputado no último dia 30 de agosto, pela Série B, e Fortaleza 4x0 CRB, no dia 17 de setembro, pela Série C.

José Aécio descreveu alguns dos lances. “No jogo entre Náutico e Portuguesa, o árbitro ha­via expulsado o jogador Ferdinando. Marcelo Cordeiro foi reclamar e foi expulso também. Na súmula, o juiz colocou que o atleta disse ‘Você está de sacanagem’. Todo mundo sabe que, para os padrões do futebol, isso não é palavrão, não é agressão. A Portuguesa ficou com dois a menos ainda no primeiro tempo e teve que segurar o empate. Não tinha motivos para expulsar o segundo jogador. Já no jogo da Série C, aos 49 minutos do segundo tempo, o zagueiro do Fortaleza recuou uma bola e o goleiro pegou com as mãos. Isso não é válido, mas o juiz não marcou nada”.

Para o dirigente, é preciso ter cuidado ao arbitrar um jogo entre Náutico e Sport. “Por mais experiente, por mais rodado que o árbitro seja, sabemos o quanto é crítico apitar um jogo entre Sport e Náutico. Não é um clássico como Gre-Nal, não é um Fla-Flu, e sim um clássico no qual a rivalidade é ainda maior. E ultimamente essa rivalidade tem perdido a diplomacia. E, se em um momento desse, o árbitro comete injustiça para qualquer um dos lados, vai criar um clima ruim. É pior até se ele cometer uma injustiça contra o Náutico, pois a torcida vai estar em maioria”.

Na opinião de José Aécio, a violência deve ser evitada a to­do o custo. “É um jogo muito importante para os dois clubes. Am­bos precisam de um resultado positivo, obviamente o Sport necessita ainda mais. Queremos fazer um jogo equilibrado, dentro das quatro linhas, e ganhar na bola. A nossa preocupação é que uma arbitragem eventualmente infeliz traga mais violência, mais aborrecimento e prejuízo para os dois times. Não estou defendendo os interesses do Sport, e sim os interesses da neutralidade”, finalizou.

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