Em PE, suspeitos de importar lixo têm até dia 8 para pagar salários
Empresas têm que comprovar quitação de vencimentos e de rescisões. Advogado disse que adolescente que trabalhava na empresa era aprendiz.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco deu prazo até o dia
8 de novembro para que as empresas envolvidas na importação do suposto
lixo hospitalar, no Agreste pernambucano, comprovem o pagamento dos
salários dos funcionários. A decisão foi tomada pela procuradora à
frente do caso, Ana Carolina Ribemboim, durante audiência realizada na
sexta-feira (28).
O processo teve início na segunda (24), quando Ana Carolina deu entrada
na ação solicitando o pagamento, alegando dano moral coletivo e pedindo
o bloqueio do saldo das contas correntes e de aplicações financeiras
dos donos das empresas, para garantir a quitação desses benefícios. A
procuradora também alegou que foi constatada a presença de um
adolescente de 17 anos, trabalhando em condições insalubres.
De acordo com Ana Carolina, a melhor medida seria a rescisão indireta
dos contratos de trabalho, baixa das carteiras profissionais desses
funcionários e liberação do FGTS e do seguro-desemprego.
O advogado das empresas, Gilberto Lima, disse que seus clientes
pretendem permanecer no mercado de trabalho, mas reconheceu que alguns
dos trabalhadores não têm mais interesse em continuar no quadro de
funcionários e já estão procurando emprego em outros estabelecimentos do
polo.
O defensor esclareceu, ainda, que o adolescente que realizava serviços
para a firma era um aprendiz. Ana Carolina Ribemboim afirmou que a
empresa precisaria mostrar o contrato de aprendizagem, o que o dono
teria alegado não existir.
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