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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Comércio com lixo hospitalar espalhado por todo o país

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A perícia do tecido encontrado em contêineres deve demorar 20 dias  - FOLHA PRESS
As investigações feitas até agora indicam que não são apenas lençóis, fronhas e jalecos usados nos Estados Unidos que estão sendo vendidos no Brasil. A novidade é que material usado em hospitais brasileiros, sob suspeita de ser lixo hospitalar, também movimenta esse comércio que se espalha pelo país.No bolso de uma calça comprada em Caruaru estava o nome de um hospital brasileiro, a clínica São Lucas. O comprador ficou surpreso e disse que não irá usar mais a calça. A clínica São Lucas, de Minas Gerais, informou que não tem conhecimento sobre o tecido.
 
Sem problema
O reaproveitamento de lençóis de hospitais brasileiros usados não é considerado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um problema, por si só. 'Não podemos comparar a apreensão do Porto de Suape (PE), com o reúso de material brasileiro', argumentou o diretor adjunto da Anvisa, Luís Armando Amaral. 'O material apreendido no contêiner era carga perigosa, de procedência desconhecida, uma mistura de objetos sujos de sangue, com seringas. Os lençóis de hospitais brasileiros podem ter sido descartados dentro das regras sanitárias', disse.

O resultado da perícia de 40 quilos de tecidos encontrados em contêineres deve demorar mais de 20 dias. De acordo com a gerente interina do laboratório do Instituto de Criminalística de Pernambuco, Flávia Valéria Santiago dos Santos, a lei determina que a perícia seja feita em dez dias, podendo ser o prazo prorrogado por igual período. Dependendo do caso, o laudo pode demorar mais.

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